quinta-feira, 5 de maio de 2011

Declaração de amor



                                   

Nos confins do paraíso te aguardo...
Te aguardo para que com seu abraço
Eu me aqueça
E para que nunca me esqueça
Lhe escrevo essas tortas linhas:

 “Querida e tão sonhada amada, você é tão linda
Quanto o amanhecer na primavera, com pardais
Cantando, quaresmeiras desabrochando e o
Sol aos poucos raiando. Teu sorriso contagia
Meu dia, fazendo com que eu sorria ate para
Coisas banais. Sua voz nunca sai da minha
Cabeça como aquela musica que gostamos.
Não consigo imaginar meus dias sem seus afagos,
Seus abraços, seus lábios. Sinto sede
Toda vez que fico longe de você.
Te amo tanto que roubaria estrelas por você,
Faria até um travesseiro feito das penas
Das asas de um anjo. Olha só como sou
Absurdo pensando em voce!!!”

              Isso é o amor
Absurdo...
                                Surdo...
                                                          Cego...
                                   Mudo...
Vinicius Cardoso

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Naquelas ilhas


                         

Então tá, não é para ficar parado
Eu não sou, então tá, por você eu fico...
Entusiasmado, inquieto, inquieto...
Por você eu sou desleixado.

Não penso em menos do que há...
Não sou menos do que achado
Dos perdidos que haverá
Não pense que assim eu vá...

Vá cair nas suas armadilhas
Pensando que não sou sequer...
Não vai me achar naquelas ilhas
Que você tanto sonha e tanto quer

Me ame, me odeie, me queira
Agora não serei teu
Pois sei os motivos do porque não me beija
Pois sei que não és o tal amor meu.

Achas que eu, logo eu vá...
Vá cair nas suas armadilhas
Pensando que não sou sequer...
Não vai me achar naquelas ilhas
Que tanto sonha e tanto quer.
Vinicius Cardoso
(à Carla) 

Ser o não saber


                           

Ser o não ser,
Não é uma questão,
Mas apenas viver
Num mar de contradição.

Dormir? Viver? Sonhar?
Não passa de ilusão
Quão grande quanto o mar
Apenas o viver não pode ser em vão
Alem do que poder sonhar.

Dormir para algo lembrar
Conforta a lembrança esquecida
Que em vão ela se fez passar
Fazendo sofrer uma mente já sofrida.

Viver para um amor perdido,
Torna a alma de quem o tem esquecida,
O que faz da ilusão algo misterioso,
Sabendo que uma sensação jamais sentida,
Ira a cada dia se tornar mais doloroso.

Uma questão:
Quem dorme, vive e sonha
Não passa na vida em vão,
Mas o que seria aquela sombra?
Uma desilusão?
Vinicius Cardoso
(à Shakespeare) 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Menina-moça



                        

Você é sutil como uma rosa desabrochando
E tão voraz quanto seus espinhos
Quando observo você me olhando
Já sinto aqueles arrepios

No delírio de te querer
Achei uma gata zangada
Que só por uma noite pude saber...
Só uma noite mais nada...

Até que percebi que mesmo depois do cair das folhas
O calor também continua.
Teu jeito, teus olhos, tua boca, me faz sentir tantas coisas
Que teu beijo volúpio me insinua.

Um dia você acorda, procura... não está...
Em uma noite senti seus encantos.
Menina-moça  de encantos salubres,
Tu és mulher viril e de coração nobre
Mas, tu vez? ... quem sabe um dia veraz...quem sabe.
Vinicius Cardoso
(à Debora)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Num beco na rua 15



                                

Num beco na rua 15, há um cão sarnento
Enquanto come um pedaço de carne velha
Logo ao lado vive um velho sedento
Que dorme embaixo de uma calha.

Num beco na rua 15, mataram uma criança
Ela morava na rua há muito tempo
Disseram que a culpa é do crime da vizinhança
Mas não fizeram nada, pois era um beco

Num beco na rua 15, tem muito lixo
Graças à vida urbana.
Esse beco tem muito bicho
Tem barata, tem rato, tem homem e até iguana.

Num beco obscuro e sombrio na rua 15
Nenhum morador passa... medo...
Lá é tão sombrio, que ganhou um apelido
... beco do 15, lá você vai cedo.

Num beco na rua 15, nasce uma flor
Dizem que onde não há esperança
Só pode haver uma coisa... dor.
   Vinicius Cardoso

sábado, 16 de abril de 2011

Rosa Vermelha


                          

Contigo me sinto distante, em um lugar bom.
Contigo sinto arrepios estrondosos
Nunca antes experimentados
Vindos de seus abraços calorosos

Tu és uma rosa que em seus espinhos está a tua essência.
Mulher de vida pura e beleza intensa.
Vermelho é a tua cor, que ilumina uma sala escura
E atrai olhares, que se dirigem à loucura

Mostre-me seus desejos, ensina-me teus caminhos
Deseja-me como nunca antes.
Diga-me olhando em meus olhos:
Seriamos eternos amantes?

Dos sonhos vem a convicção,
De que o destino é bem guardado;
Não é amor, nem ficção, seria paixão?  

Vinicius Cardoso
(à Juliana)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ideais de um futuro conspiratório



                                                            

As conspirações do mundo se voltam contra
As idéias de um jovem que não vê futuro
Sonha tanto, que não sabe ao certo o que desejas
Enquanto muitos já estamos colhendo o fruto

Uma cabeça cheia de vazio, que transborda
Idéias para seguir e conseguir algo,
Mas um caminho com obstáculos
Deve ser vencido, superado

Ele não aprendeu a amar, nem a entender
Apenas segue tentando ser
Para que um dia pare, e consiga ver

Futuro de um pais decadente e esperançoso somos
Vamos à luta, conquiste a paz e seus ideais
Cabeça erguida para ver que o céu é o limite

Vinicius Cardoso

quinta-feira, 14 de abril de 2011

João e seus amores incógnitos



                                                    

Desilusões de um medo longínquo
Assombram os pensamentos de João
Que teme a perda de um amor platônico
Que para muitos é mera ilusão

Para ele a distancia curta
Separa-o de algo que tanto deseja
Sabendo que perde, fugindo à luta
Mas tem convicção de tudo que almeja.

Seu sentimento que para a outra
Nem sabe que tal existe
É profundo, porem contra
À razão que em si consiste

Deseja que ela saiba
Mas como? Quando?
Não sabe... apenas quer mostrar

Defina o universo: imenso infinito
Mas como sabê-lo, se não é tocado nem visto?
Assim é o amor... Incógnito...

Vinicius Cardoso