quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carpe Diem



               

Dias vão, dias vem
O tempo seco passa pelas minhas mãos
Sem tempo de senti-lo
Mas é até bom não tê-lo por perto
Pois às vezes ele é meu inimigo

Um dia bom às vezes é raro, pouco
Tento seguir, consigo graças aos amigos,
O maior tesouro que tenho e que às vezes
Acho que é demais para mim
Mais um dia bom que passa e eu por aqui

Passe os dias bem
Aproveite muito
Seja feliz durante ele
Viva os dias como se fosse o ultimo

Seguir, ser, vivendo e aprendendo
Continuo adiante sempre que posso
Quando não posso lembranças boas me confortam
Um passado dolorido e alegre
Tenho na memória, mas nem ligo mais.

     Vinicius Cardoso
(à Isabela Falcão) 

terça-feira, 5 de abril de 2011

À Tu



  

    

Desculpe-me se o que lhe disse não lhe pareceu sincero
Desde quando não digo nada sem meus sinceros pensamentos
Desejados e pensados para seus ouvidos
Desde sempre direcionados a você

Não tenho direito de desculpar-me
Por atitudes antes pensadas e ditas
Às vezes não por mim, nem pelo meu ego
Mas por sentimentos alheios

Não quero que faças o que te dizem
Mas o que desejas mais profundamente
Quero que sejas feliz, acima de tudo
E que sua mente brilhante ultrapasse todas as fronteiras

Seja, sinta, faça, tudo...
Não tenhas medo de seguir
Seja o que mereça sentir
Faça tudo para que mereça
E acima de tudo, seja o melhor para você... apenas.

Vinicius Cardoso
 (à Marina)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Meu lírico amor de nada




                                          
No delírio de achar em seus olhos uma resposta
Procuro incessantemente algo que me conforte
Que me alivie que cure um coração magoado
Cheio de magoas por amores passados... assim tento uma aposta

Apostas incessantes, em amores não eternos
Que passam despercebidos
E escorregam pelos meus dedos, sem termos,
Sem amores, a mim concebidos

Às vezes tudo passa por plumas
Incessantes e indiscretas entre tantas
Visíveis e distantes que extravasam algumas
Que não são reais, apenas diferentes

Meus sentimentos guardados,
Inseguros, se mostram quando menos espero
Infelizmente poucos enxergam longe,
Um espírito inseguro e sem créditos

Vinicius Cardoso


sábado, 2 de abril de 2011

Eu lírico de mim sobre o sol





                                               
Ai de mim que sou um mero sonhador
Daqueles que sonha um sonho só...
Sinto no peito uma saudade estranha
Que não se explica, mas mostra... dor

Daqueles que não sou, me orgulho,
Naqueles que me espelho, tento...
Tento seguir passos, mas não fazer igual
Mas do meu jeito, com amor, carinho e barulho

Sons imperfeitos tenho em minhas escritas
Mas mesmo assim agradeço a muitos...
Não me vangloriso, apenas ponho paixão
No que escrevo, mas o melhor vem das coisas ditas

Às vezes me admiro quando penso
Pois não tenho opinião formada sobre tudo...
Quase tudo... mas uso-as de forma diferente
Para seguir e ajudar outros a terem senso

Louco?Sim!! normais constroem bombas
Eu escrevo sobre um mundo tão normal
Que não tem “problemas”...sei...
_Para de conversa!... resoluções são sombras
De problemas que se escondem
Ou... apenas fingem... apenas.

  Vinicius Cardoso


sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Pio da Coruja





Venho em meu canto trazer-te a morte
Num espelho de medo obscuro
Não te trago bem-vindas nem sorte
Apenas uma noticia no escuro

Apareço sem avisar
Mas é do meu aviso que deves temer
Você não me vera chegar
Não se assuste, não adianta correr

Acredite nas lendas
Elas são mitos... porem fatos
É no passado apenas
Que o sangue corria nos matos

Sou bonita... porem fatal
Isso é uma maldição que em mim foi lançada
Sou inofensiva, não quero fazer-te mal
Venho falar-te daquele tal...
Trago-lhe meus pêsames sobre algo fatal...
                                                             [...morte.

Vinicius Cardoso

quinta-feira, 31 de março de 2011

Seleção natural




                        

Tente entender a grande heresia do mundo
De que os grandes seres poderosos
Perdem para a seleção natural
Sendo que são feitos para sobreviver a tudo

Poder esse nem sempre investido em veracidade
Mas às vezes no encantar de uma poesia,
Numa melodia breve e gigantesca em palavras
Numa ciência as vezes impossível e aparentemente sem finalidade

Alguns morrem cedo, mas permanecem para sempre na eternidade
Donde a maioria prefere estar
Ao invés de viver em tal mundo desse,
Que quando menos se espera, ocorre uma banalidade

Ó grandes poetas! Ó grandes seres
Obrigado por participarem desta festa pobre
Onde prevalece o fraco de espírito
Que não acredita no amor ao próximo
E se lamenta por estar só...
... Coitados, eles não são... sequer.

  Vinicius Cardoso
(à Jim Morrisson, Cazuza, Aristoteles,Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Morais, 
Elvis Presley, Albert Einstein, Jesus, Sid Barret, Leonardo DaVinci) 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Canção dos meus herois





                                           

Minha terra tem lugares
Onde já cantou Tim Maia
Os músicos que aqui cantam
Não são como os de lá

Tivemos Cazuza e seus amores incontestáveis
Tivemos Renato e seus poemas
Tivemos Tom Jobim e seus versos admiráveis
Tivemos Cássia, uma garotinha de 3x4 e seus problemas

Na noite de lua, te canto Teixeira
Mais prazer em te ouvir Chico.
Minha terra tem cantores
Cantores esses que não são como os de lá

Minha terra tem poetas
Que vestidos de cantores
Fazem mais do que se espera
Falam de guerra, paz e amores
Tais quais alguns marcaram épocas
Minha terra tem musica, onde cantam os mestres

Não permita Deus que ocorra
Novamente tal heresia
De tal forma que nossos músicos
Provem o exílio, por simples cantoria
Cantoria essa Gil, que tu foi exilado e partiu
Partiu mas deixou o maior exemplo no Brasil
De que a liberdade é mais do que direito,
É nossa!!!

Sinto em suas palavras Vinicius
Tais quais as minhas dizem amores
Aprendi com Raul, que nem sempre temos o que desejamos
E que durango é mera ilusão

Se fosse citar todos os meus heróis
Citaria um livro inteiro
Mas o que mais me importa é que, na minha terra tem cantores,
Cantores esses que são heróis
Meus, seus e de todo o nosso Brasil!!
Salve, salve, guerreiros poetas
Que munidos de mentes brilhantes
Encantam o mundo
O meu simples agradecimento
A todos vocês, grandes sabiás.

Vinicius Cardoso

terça-feira, 29 de março de 2011

Soneto da (des)igualdade em uma oca




                                                                  

Indevido e incrédulo,
Individualmente inóspito e incerto,
Não é nada,
A não ser um nódulo.

Pedaço de pessoa pura,
Poeira e purpurina,
Vida velha que vê,
Tão velha que parece ventura.

Indescritível não perde
Um vento que sucede
Intolerância na pobre e pura oca de um índio.

Vinicius Cardoso